É com grande entusiasmo que convidamos todos para o 20º Congresso Brasileiro de Hansenologia, que neste ano traz o tema: Ciência e Inovação aplicadas à realidade do território. A hanseníase segue como um grande desafio em saúde no Brasil, um dos países mais afetados com cerca de 93% dos casos novos das Américas e 13% dos casos no mundo. Apesar dos avanços lentos e medíocres, a doença persiste, especialmente em territórios hiperendêmicos.
Nos últimos anos, os indicadores de gravidade pioraram: aumento de 48,5% nas incapacidades físicas grau 1 no diagnóstico e taxa de abandono do tratamento que quase duplicou, chegando a 8% em 2023. Os estados do Mato Grosso, Tocantins e Maranhão lideram as taxas, e 82,4% dos novos casos são multibacilares. Esses dados desvendam uma realidade paradoxal ao propósito de “Zero Hanseníase” da OMS, porém são dados que, para uma saúde pública responsável e centrada no bem estar do indivíduo/paciente, exigem respostas inovadoras, precisas e adaptadas a cada realidade local.
Aliado a isso, temos estados que se destacam por serem estados com taxas de cura e de avaliação de contatos satisfatórias como Sergipe. No entanto, frente a pequenas ações de busca ativa, os números revelam uma endemia oculta notória, ou seja, não sabemos qual a distância entre os dados de notificações e a realidade epidemiológica local frente a escassez de investimentos em campanhas de busca ativa e essencialmente em educação e informação sobre a hanseníase nas escolas e na sociedade respectivamente.
O 20º Congresso irá traduzir a vanguarda da clínica, da ciência e da tecnologia — incluindo conceitos clínicos disruptivos e atuais, mais centrados nas alterações neurológicas que cutâneas, inteligência artificial, diagnóstico molecular e health tech — aplicando-os a políticas públicas eficazes e práticas clínicas transformadoras.
Nosso evento será um espaço privilegiado para fomentar colaborações nacionais e internacionais, integrar gestores, pesquisadores, sociedade civil e profissionais de saúde. A missão é clara: traduzir o conhecimento global em ação local centrada no paciente, promovendo uma abordagem coordenada e territorialmente inteligente para o controle da hanseníase em todo o Brasil, mas acima de tudo, ações que reflitam diretamente no diagnóstico precoce, resposta terapêutica mais eficaz, menos incapacidade e estigmas, além do resgate da qualidade de vida dos indivíduos e consequente quebra da cadeia de transmissão da doença.
Contamos com a presença de todos para juntos construirmos um evento marcante e transformador, além de aproveitarmos as belezas da cidade de Aracaju e das riquezas e energia de Sergipe!
Sejam bem-vindos ao 20º Congresso Brasileiro de Hansenologia.
| 08:00 | CREDENCIAMENTO | ||
| Horário | Vivace (lotação máxima 500 pessoas) | Alegro I (lotação máxima 150 pessoas) | Alegro II (lotação máxima 120 pessoas) |
| 09:00 – 13:00 | Curso: Hanseníase para Agentes Comunitários de Saúde Josafá Gonçalves Barreto (LabEE UFPA) Claudia Maria Lincoln Silva (SMS Tambaú SP) Artur Custódio Moreira de Sousa (SAPS MS) 11:00 – 11:20 – Intervalo |
Curso de Patologia em Hanseníase Cleverson Teixeira Soares (ILSL) 11:00 – 11:20 – Intervalo |
Reunião Conselho Deliberativo SBH |
| 13:00 – 14:00 | INTERVALO PARA ALMOÇO | ||
| 14:00 – 18:00 | Curso: Prevenção e Reabilitação em Hanseníase (Apenas 20 vagas- Prática com pacientes) Thania Loiola Cordeiro Abi Rached (Unaerp) |
CURSO – parte 1 Ultrassonografia de nervos periféricos no diagnóstico e acompanhamento de casos de Hanseníase e avaliação de contatos Marco Andrey Cipriani Frade (FMRP-USP) Glauber Voltan (Instituto Humanizare) Maria Fernanda Prado (HC FMRP USP) |
Curso – Avaliação Clínica Neurodermatológica Marco Andrey C. Frade (FMRP USP) Claudio Guedes Salgado (UFPA) Luisiane de Ávila Santana (UnB e CREFITO) |
| 16:00 – 16:30 | COFFEE BREAK | ||
| 07:00 | CREDENCIAMENTO | ||
| Horário | Vivace (lotação máxima 500 pessoas) | Alegro I (lotação máxima 150 pessoas) | Alegro II (lotação máxima 120 pessoas) |
| 08:00 – 12:00 |
AVALIAÇÃO DE TRABALHOS ORAIS Clínica e Terapêutica Apresentações Orais – Sala Vivace 08h00 -12h00.pdf |
Os 100 anos do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná: do Leprosário São Roque à referência estadual em Hanseníase 8:00 – Abertura 08:15 – PASSADO: Apresentação da história da unidade, finalizando com o 09:45 – PRESENTE: Mudanças de nome do hospital, desospitalização dos 11:15 – FUTURO: Perspectivas, AME, residência uni e multiprofissional, |
Exame de Suficiência para a obtenção do Certificado de Área de Atuação em Hansenologia Prova prática |
| 12:00 – 14:00 | INTERVALO (ALMOÇO) | ||
| 14:00 – 16:00 |
Hanseníase na triplice fronteira Coordenação: Marco Andrey C. Frade (FMRP USP) 14:00 – Panorama e desafios operacionais da hanseníase na tríplice fronteira Brasil-Paraguai-Argentina. 14:20 – Situación en Área de Endemicidad Moderada de Argentina. 14:40 – Estrategia de vigilancia activa de la lepra en el marco de las ETDs cutáneas en Paraguay: del campo al dato científico 15:00 – Panorama da hanseniase no SUS de Foz do Iguaçu – tríplice fronteira Brasil-Paraguai-Argentina 15:20 – Hospital São Julião e a hanseníase do Mato Groso do Sul: história e perspectivas na Rota Bioceânica 15:40 – Discussão |
Estigma, Direitos Humanos Coordenação: Luísiane de Ávila Santana (UnB e CREFITO) 14:30 – Aplicação da escala de estigma (EMIC-AP) e a atuação profissional na garantia de direitos em um centro de referência do estado do Paraná 15:00 – Reparações Históricas: Filhos Separados no Brasil e Museu Vivo em Betim-MG 15:30 – Discussão |
Ações e ferramentas de busca ativa em contatos Coordenação: Josafá Gonçalves Barreto (LabEE UFPA) 14:25 – Experiência do ensaio clínico de quimioprofilaxia (PEP++) na busca ativa em contatos. 14:50 – Vivências da busca ativa em hanseníase: o olhar clínico e os desafios da prática no Mato Grosso 15:15 – Mudança Epidemiológica da Hanseníase após implementação de ferramentas de busca ativa em estado de baixa endemicidade. 15:40 – Discussão |
| 16:00 – 16:30 | INTERVALO (COFFEE BREAK) | ||
| 16:30 – 18:30 |
Mesa Redonda : Desafios Diagnósticos na Hanseníase. Coordenação: Isabela Maria Bernardes Goulart (CREDESH/UFU) 16:30 – Vieses cognitivos no diagnóstico da hanseníase: Como realizar um raciocínio clínico adequado? 16:55 – Além do óbvio: quando a lesão dermatológica esconde o Mycobacterium leprae 17:45- Mapeamento Sensitivo da lesão cutânea e estesiometria na hanseníase 18:10 – Discussão |
Hanseníase numa perspectiva translacional: do laboratório ao campo Coordenação: Pablo Diego do Carmo Pinto (UFPA) 16:30 – Emprego de PCR Isothermal (LAMP) Para Diagnóstico Molecular da Hanseníase em Camp 16:55 – Abordagens ômicas no diagnóstico da hanseníase: do uso point-of-care á detecção de novos candidatos a resistência antimicrobiana 17:20 – Integração Multidimensional de Biomarcadores e Novos Peptídeos na Hanseníase: Do Diagnóstico ao Mapeamento Geoepidemiológico 17:45 – Novas Perspectivas Diagnósticas na Hanseníase: da Bancada ao Paciente |
DISCUSSÃO COM EXPERTS: CASOS CLÍNICOS DOS SÓCIOS Maria Ângela B. Trindade (USP SP) |
| 18:30 – 20:00 |
Inquérito Nacional de Incapacidades por Hanseníase: O Que Revelam os Dados e Como Avançar na Qualificação da Vigilância e do Cuidado Inclusivo e Sustentável Coordednação: Vitória Lídia Pereira de Sousa (SAPS/CGHDE MS) 18:30 – Resultados do Inquérito Nacional de Incapacidades Físicas por Hanseníase (2022–2024) 19h50 – Discussão |
Integração Ensino-Serviço para o controle da Hanseníase Coordenação: Claudio Guedes Salgado (UFPA) 18:30 – A integração ensino, serviço e atuação comunitária na formação de novos médicos hansenologistas no Mato Grosso. 18:55 – Hiperendemia no Noroeste Paulista: participação do ensino universitário no diagnóstico. 19:20 – Parceria universidade e vigilância epidemiológica: qualificação da educação permanente em saúde 19h45 – Discussão |
Roda de conversa: Construção Coletiva entre Profissionais da Hanseníase e o Movimento Social Elenilsom Silva de Souza Abertura – 10 minutos Etapa 1 – Roda de Escuta Sensível (20 minutos) Etapa 2 – World Café Adaptado (40 minutos) Rodada 2 (12 min) — “O que precisa mudar?” Rodada 3 (12 min) — “Como você pode se aproximar do MORHAN? Etapa 3 – Síntese e Mobilização Final (10 minutos) |
| 20:00 – 21:00 | Assembléia Geral Ordinária SBH | ||
| Horário | Vivace (lotação máxima 500 pessoas) | Alegro I (lotação máxima 150 pessoas) | Alegro II (lotação máxima 120 pessoas) |
| 12:00 | CREDENCIAMENTO | ||
| 13:00 – 14:30 | Reações Hansênicas: Atualizações em Imunopatologia, Neurites e Formas Graves Coordenação: Isabela Maria Bernardes Goulart (CREDESH/UFU) Diogo Fernandes dos Santos (CREDESH/UFU) 13:00 – Reações Hansênicas: Imunopatologia e Estratégias Terapêuticas Isabela Maria Bernardes Goulart (CREDESH/UFU) 13:25 – Neurite Reacional ou Dor Neuropática? Dilemas Diagnósticos e Pulsoterapia na Hanseníase Diogo Fernandes dos Santos (CREDESH/UFU) 14:50 – Fenômeno de Lúcio: Diagnóstico, Manejo e Desfechos Clínicos Estefânia Wanderley Barbosa Lima (CREDESH/HC-UFU/EBSERH) 14:15 – Discussão |
Novos compostos com potencial efeito bacteriostático/bactericida no M. leprae em modelos de estudos pré-clínicos "in vivo" e "in vitro" Coordenação: Dejair Caitano do Nascimento (ILSL SP) Flávio Alves Lara Verônica Schmitz Pereira(FIOCRUZ) 13:00 – Avaliação da atividade de metalodrogas em micobacterioses: efeito do maltolato de gálio na replicação do M. leprae, inoculado em camundongos BALB/c. Ana Carla Pereira Latini (ILSL SP) 13:25 – Avaliação da atividade dos compostos telacebec, TB47 e suas associações com diferentes drogas, na replicação do M. leprae inoculado em camundongos BALB/c. Daniele Ferreira de Faria Bertoluci (ILSL SP) 14:50 – Modelagem in vitro da resposta neutrofílica no Eritema Nodoso Hansênico: um caminho para o reposicionamento de fármacos. Verônica Schmitz Pereira (FIOCRUZ) 14:15 – Discussão |
Hanseníase em Crianças e Adolescentes: Sinal de Transmissão Ativa Coordenação: Claudio Guedes Salgado (UFPA) 13:00 – As múltiplas formas de apresentação da hanseníase em crianças: coincidência ou correlação? Rita de Kassia Vidigal Carvalho 13:25 – Diagnóstico precoce da hanseníase em crianças: contribuições da ultrassonografia. Glauber Voltan (Instituto Humanizare) 14:50 – Hanseníase em crianças: semiologia, exames complementares e vigilância para o diagnóstico precoce. Claudio Guedes Salgado (UFPA) 14:15 – Discussão |
| 14:30 – 16:00 | A Interface da Hansenologia com a Infectologia, Reumatologia e Imunologia Coordenação: Marcio Gaggini (Universidade Brasil) 14:30 – Relação das doenças parasitárias com os surtos reacionais. Marcio Gaggini (Universidade Brasil) 14:50 – A hipe. tipo IV : Sind. de Wells e Sweet na hanseníase Rita de Kássia Vidigal Carvalho 15:10- Fibromialgia e Hanseníase Isabel Christina Borges da Silva 15:30 – O que podemos aprender com a tuberculose Bruno Vitiritti Ferreira Zanardo 15:50 – Discussão |
Metabolismo, Inflamação e Modelos Animais Coordenador: Flávio Alves Lara (FIOCRUZ) 14:30 – A papel do metabolismo mitocondrial na neuropatia hansênica Flávio Alves Lara (FIOCRUZ) 14:55- O Papel dos Receptores Purinérgicos na Neuropatia Hansênica: Novas Fronteiras no Entendimento da Hanseníase. Márcia Barredo (FIOCRUZ) 15:20- Modelos Animais na Investigação da Neuropatia Hansênica: Mecanismos Moleculares e Tradução Clínica – Maria Renata Sales Nogueira 15:45 -Discussão |
Resistência Medicamentosa e Abandono de Tratamento Coordenação: Patricia Sammarco Rosa (ILSL) 14:30 – Farmacogenomica e hanseniase: da variabilidade genética a prática clínica Ana Carla P Latini 14:55 – Barreiras e facilidades à adesão ao tratamento da hanseníase na perspectiva socioemocional. Renata Bilion Ruiz 15:20 – Perfil clínico e laboratorial de pacientes com. hanseníase ativa pós alta. Andrea de Faria 15:45 – Discussão |
| 16:00 – 16:30 | INTERVALO (COFFEE BREAK) | ||
| 16:30 – 18:00 | Tratamento da Hanseníase e paralelo com a turberculose: presente, passado e novas perspectivas Coordenação: Marco Andrey C. Frade (FMRP USP) 16:30 – Avanço em Redes para o Fim da Tuberculose: A experiência da Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose, REDE-TB Ricardo Alexandre Arsencio (Rede TB) 16:45 – Rimoxiclamin – Casos clínicos e desafios Marco Andrey C. Frade (FMRP USP) Francisco Bezerra de Almeida Neto (UNINASSAU PE) 17h15 – Hanseniase – Inovar para incluir, o que a Tecnologia Farmacêutica pode contribuir? Jose Lamartine Soares Sobrinho (CEIS/UFPE) Christian Johnson (Fondation Raoul Follereau – França) 17h45 – Discussão |
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| 18:00 – 18:30 | CERIMÔNIA DE ENCERRAMENTO | ||
O Evento será realizado entre os dias 17 a 20 de Novembro de 2026 no Centro de Convenções AM Malls Sergipe
Contaremos com palestrantes renomados que irão ministrar cursos, palestras e muito mais
Conheça o edital de submissão e participe. Trabalhos apresentados serão publicados em anais
É com grande entusiasmo que convidamos todos para o 20º Congresso Brasileiro de Hansenologia, que neste ano traz o tema: HANSENÍASE HOJE: inovar, aplicar e transformar. A hanseníase segue como um grande desafio em saúde no Brasil, um dos países mais afetados com cerca de 93% dos casos novos das Américas e 13% dos casos no mundo. Apesar dos avanços lentos e medíocres, a doença persiste, especialmente em territórios hiperendêmicos.
Contamos com a presença de todos para juntos construirmos um evento marcante e transformador, além de aproveitarmos as belezas da cidade de Aracaju e das riquezas e energia de Sergipe!
Sejam bem-vindos ao 20º Congresso Brasileiro de Hansenologia.